A Peculiaridade do mundo peculiar

Olá sou eu aqui de novo, nesse mundo nada peculiar onde a normalidade só serve para excluir e criar muros entre as pessoas. E com isso eu lembrei do que eu vou falar hoje, sobre a série de livros de Ranson Riggs, sobre O Orfanato da Srta Peregrine para Crianças Peculiares.

Primeiramente se imagine na pele de um adolescente americano de 16 anos de uma família de classe média teoricamente alta com pais superprotetores, que trabalha em uma das lojas rede da família, e com quase nenhum amigo, além de um outro adolescente. E o mais importante seu avô.  Essa é a vida de Jacob Portman com toda essa breve descrição acima, e um detalhe que eu esqueci de mencionar, esse jovem tem lembranças muito vívidas de sua infância em que seu maior sonho era ser um explorador pelo mundo, devido a idolatria a uma das pessoas mais importantes de sua vida. Seu avô, Abraham Portman um ex refugiado da Polônia que fugiu dos alemães, lutou na segunda guerra mundial, e que conta histórias muito legais em que crianças nada normais com habilidades peculiares fazem parte com direito a fotos e tudo.

Como o mundo acaba por nos transformar em pessoas sem graça em que toda coisa fora da normalidade é tratada como algo ridículo, Jacob acaba por esquecer do seu sonho e transformar as histórias de seu avô em meros contos de fadas.

Devido a um fato do destino Jacob, acaba por ir em busca do passado do seu amado avô e se inserindo nele de uma forma muito interessante descobrindo os mistérios do mundo e das crianças peculiares.

Eu realmente me apaixonei pelos livros da série,e seu mundo tão bem construído onde o passado está muito presente através dos olhos de um garoto que vive no tempo de hoje. Uma coisa importante sobre a narrativa é que ela tem o auxílio e o complemento de fotos históricas que se casam muito bem, e ajudam a impulsionar a imaginação de quem está lendo.

Compensa muito a leitura, por ser algo novo e com uma narrativa diferente do que se tem lançado ultimamente.E é viciante. E não, eu não assisti o filme do Tim Burton, por algo mais pessoal em relação às obras dos últimos anos dele. Mas de qualquer forma vale entrar de cabeça neste mundo.

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A maravilhosa sensação da descoberta 

  • Olá meu nome Weslei, e faz tempo que não dou as caras, mas depois de vencer a preguiça , e conseguir ouvir aquela voz na minha mente que me grita para fazer algo que quero muito, estou aqui mais uma vez. Mas como esse não é um blog existencial mas sim de cultura pop, vamos ao que interessa. 
  • Muito se fala dos quadrinhos de Super-heróis, de grandes editoras, e dos filmes que estão para ser produzidos, se as adaptações vão ser fiéis e etc. Existem coisas muito boas com diversos contextos que variam bastante, mas ultimamente eu não tenho me ligado muito nisso por um simples motivo. Me apaixonei por algo não tão novo mas bem mais simples.

    HQs autorais que contam histórias de personagens que tem teoricamente uma vida comum, mas que não deixa de ter um teor fantasioso,  ou simplesmente sincero sem deixar de ser lúdico  de um problema do personagem (que por vezes pode ser o próprio autor da HQ).

    Uma das primeiras que eu tive o prazer de ler, muito por curiosidade devido a icônica capa que é bem conhecida.
    Maus conta a história do pai do autor(Art Spiegelman) durante a época do Holocausto, e dos dilemas do autor com o pai dele. A história em si é muito boa, e bem representativa.

    Eu li diversas outras que apesar de diferentes, são muito boas como Persépolis que conta a história da autora Marjane Satrapi sobre como ela cresceu no Irã com seu espírito livre no meio de tanta opressão cultural.

    Sabe são histórias que fogem do comum, e que te inspiram a fazer algo novo, ou simplesmente pensar de maneira diferente do que você está acostumado.

    Mas o que tenho a recomendar é a graphic novel que ganhou meu coração, simplesmente por ser sensacional e linda em vários pontos(especialmente por retratar São Paulo muito bem, e por desenhos e colorização de encher os olhos).Lançada pela Vertigo(o selo adulto da DC comics)e escrita pelos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá, ela se chama Daytriper e conta a história de Brás de Oliva Domingos, e diversas fases de sua vida, e seus diversos e possíveis desfechos.

    Todas essas histórias são muito importantes para mim, e me deixam muito feliz quando descubro algo novo, mas para isso eu tive que andar bastante e ver muita coisa, é falar com muita gente,  a última que eu li foi pílulas azuis, que vale a pena pesquisar,fora outras que se eu fosse citar eu ficaria o dia inteiro aqui(mas não vou esquecer de citar Retalhos do Craig Thompson 😉)

    Muito obrigado e qualquer indicação é muito bem vinda 

    Sobre o que vai falar o Ocusteleta

    Olá eu sou o Ocusteleta, e sou um fã de quadrinhos, games e cultura pop em geral. Aqui nesse blog eu vou tentar abordar um pouco desses assuntos da melhor forma possível, aqui vocês leitores vão encontrar colunas dos mais diversos temas envolvendo esse tão magico meio. Na semana vão ser feitos posts sobres temas específicos, ou seja cada dia da semana um post diferente.

    Vou tentar falar sobre o mercado de quadrinhos e comic shops físicas, e dar algumas boas dicas de  garimpagem, e lugares a se visitar aqui em São Paulo, assim como algumas indicações de alguns quadrinhos a se ler, ou um jogo legal para se jogar.  Colecionáveis não vão poder faltar por aqui, assim como cinema e umas paradas maneiras que podem surgir pelo caminho.

    Por ser uma iniciativa de amigos vocês vão poder acompanhar varias pessoas legais escrevendo sobre diversos temas em comum.

    Então garotada sejam bem vindos ao Ocusteleta.

    Espero que vocês aproveitem essa iniciativa.